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Editor do PRIMEIRAFEIRA defende em mesa redonda a segmentação como forma de jornais sobreviverem

O editor responsável pelo jornal PRIMEIRAFEIRA, Eloy Oliveira, defendeu a segmentação e o foco em um nicho de mercado como alternativa para os jornais, sobretudo os impressos, sobreviverem.

A afirmação foi feita durante a mesa redonda “Os desafios contemporâneos da imprensa no interior”, promovida pela Academia Saltense de Letras na abertura da 6ª Semana Cultural Ettore Liberalesso, realizada na sede do Ceunsp, em Salto, que reuniu cerca de cem estudantes na quarta-feira (29).
“Muito se fala que os jornais impressos vão acabar por causa da rede social. Falava-se isso do rádio por causa da televisão. O mesmo do cinema por causa do streaming. Não concordo. As mídias se adaptam. É preciso ser necessário. Encontrar o seu nicho”, disse.

Para a editora-chefe do jornal Mais Expressão, de Indaiatuba, Rose Ferrari, as redes sociais deram ao leitor a impressão de que não é mais necessário pagar por uma assinatura para ter acesso à informação de qualidade, mas é. “Jornalismo reflete a sua época. A época em que eu me formei a postura era diferente. Hoje impera quem paga. Quem paga manda. Mas eu acredito que temos de enfrentar esse momento e aprender com ele”.

O professor Rodrigo Augusto Tomba, do Ceunsp, afirmou: “Não podemos perder de vista o jornalismo, que é a base da democracia. O mercado para jornalistas está aquecido. Temos de encontrar o equilíbrio sobre como exercer a profissão sem perder a nossa base”.

Para Henrique da Silva Pereira, também professor do Ceunsp, o grande desafio do jornalismo contemporâneo é mudar a educação. Levar aos estudantes à compreensão das mídias. Entender o processo para participar mais ativamente dele.

A 6ª edição da Semana Cultural Ettore Liberalesso continua nesta quinta-feira (30) com a palestra intitulada “A Liberdade de Expressão do Escritor e o Direito”, com o professor doutor Alfredo Attié. Nesta sexta (31), a partir das 7h, haverá uma missa em memória do acadêmico que dá nome à semana e dos outros acadêmicos falecidos desde a fundação da Academia em 2008. E no sábado (1º) a programação termina com o evento denominado “Café com Palavras”.

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