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Relatório aponta melhora na qualidade da água do Rio Tietê em Salto, mas mancha de poluição cresce

Fundação SOS Mata Atlântica, responsável pelo levantamento, atribui a melhora à eliminação do despejo irregular de efluentes por indústrias, o que ocorreu pelas fiscalizações de órgãos ambientais

Em dois dos quatro pontos de medição na cidade de Salto, o Índice de Qualidade da Água do Rio Tietê foi classificado como “Boa”. Nos outros dois, a classificação foi “Regular”. Os dados são do relatório Observando o Tietê 2023, divulgado pela Fundação SOS Mata Atlântica na terça-feira (19), mas o mesmo relatório aponta que a mancha de poluição do rio cresceu 31% de 2022 para este ano: passou de 122 km para 160 km e no ano passado ela já tinha subido 40%.
Em comparação com o ano passado nas medições de Salto, houve uma melhora na qualidade da água coletada num dos trechos do Rio Jundiaí. Além dele, no ponto de monitoramento do Ribeirão Piraí, a qualidade da água também se destacou. Segundo o relatório, em apenas 6 dos 59 pontos de coleta em toda a extensão do rio a qualidade da água apresentou-se como Boa: os dois pontos de Salto, e em Biritiba-Mirim, Botucatu, Itu e Piracicaba. As coletas foram realizadas entre setembro de 2022 e agosto de 2023.
“O despejo irregular de efluentes decorrente de indústrias deixou de ocorrer no período, o que proporcionou a melhoria da qualidade da água. Ressalte-se que isso se deve muito às fiscalizações que o Consórcio PCJ e o Comitê de Bacia PCJ fazem em relação ao monitoramento do rio e aos voluntários do Observando os Rios, que estão sempre atentos e denunciando qualquer alteração na qualidade e aparência do Rio Jundiaí, um grande exemplo de como o controle social de um bem comum, o nosso rio, é fundamental”, destaca um trecho do relatório.
A avaliação também classifica a qualidade da água do Rio Tietê em quatro classes, sendo a Classe 1, como melhor qualidade e a Classe 4 como a pior.
A partir da Barragem de Pirapora do Bom Jesus, a qualidade da água do Rio Tietê passa da Classe 4 para a Classe 2. Na Classe 4, o enquadramento não estabelece limites de concentração de poluentes a serem diluídos no rio e, dessa forma, mantém a água com índices ruim ou péssimo, que não permitem usos diversos. Já nas Classes 2 e 3, a qualidade da água é considerada adequada para diversas finalidades mediante tratamento, como irrigação e até abastecimento para consumo humano.
Entretanto, a mancha de poluição no Rio Tietê segue crescendo. A análise revelou que a água de qualidade imprópria para usos múltiplos se estende hoje por 160 km. Trata-se de um aumento de 31% em relação a 2022, quando a mancha atingiu 122 quilômetros e lá ela já havia crescido 40%. Gustavo Veronesi, coordenador do Observando os Rios, explica que, embora pequenas melhorias venham sendo notadas na água do Tietê desde 2016, o aumento da mancha de poluição é um sinal de alerta.
Além disso, a variação da qualidade ao longo do rio indica que, mesmo com a realização de diversos projetos estruturais de saneamento, a água ainda é afetada por condições locais, como esgoto, gestão de reservatórios ou atividades agropecuárias.
“Isto reforça a necessidade de planos integrados para toda a bacia do Rio Tietê, considerando os aspectos climáticos, do saneamento ambiental nas cidades e do uso da terra nas áreas rurais, visando a conservação da quantidade e da qualidade da água e seus múltiplos usos ao longo de toda a sua extensão. É preciso mais empenho e investimentos para que, de fato, a universalização do tratamento de esgoto seja atingida em 2033, como prevê a lei, ou em 2029, como se comprometeu o atual governo do Estado de São Paulo”, afirma.

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