A busca por recursos para as obras da segunda fase da Barragem do Piraí tem tirado o sono dos prefeitos envolvidos no Consórcio Intermunicipal do Ribeirão Piraí (Conirpi). Durante reunião, o prefeito Herculano Passos (Republicanos), de Itu, demonstrou preocupação com a continuidade das obras e a necessidade de não interromper as atividades por falta de recurso.
No documento, Herculano, que é o atual presidente do consórcio, ressaltou a importância de que as tratativas já estejam suficientemente avançadas para viabilizar a imediata continuidade da segunda etapa, de modo a evitar paralisações que possam comprometer o cronograma e a execução do projeto.
Os integrantes do consórcio discutem, inclusive, a possibilidade de um “plano B”, que pode incluir financiamento ou até mesmo uma Parceria Público-Privada (PPP). Essas possibilidades foram apresentadas após um estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE)sobre modelagens de viabilidade econômico-financeira do empreendimento, com o objetivo de subsidiar a segunda etapa do projeto.
Existem articulações em curso para captação de recursos no âmbito do Orçamento Geral da União, com possibilidade de financiamento a fundo perdido. Para viabilização desse modelo, entretanto, seria necessário a inclusão de investimentos complementares, tais como ações de redução de perdas, implantação de adutora para o município de Itu e estruturação de estação de tratamento de água, compondo o escopo do projeto.
No final de maio, os prefeitos envolvidos no consórcio estiveram em Brasília (DF), em tratativas conduzidas pelo superintendente do CIS/Itu, Gilmar Souza, para discutir junto ao Ministério das Cidades e com o vice-presidente Geraldo Alckmin, para solicitar apoio na liberação de recursos para a segunda fase da construção da Barragem do Piraí. Entretanto, a confirmação de novos recursos ainda não ocorreu.