O mercado formal de trabalho saltense registrou saldo negativo de empregos em julho, com o fechamento de 11 vagas, resultado de 1.638 contratações e 1.649 demissões no período. Os dados foram divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.
Esse foi o terceiro mês do ano em que Salto teve um saldo negativo na geração de vagas. De acordo com o levantamento, o setor de Serviços puxou a fila do desemprego, com o fechamento de 59 vagas. Logo depois, vem o Comércio, com 3 postos de trabalho formal fechados e a Agropecuária, com duas vagas fechadas.
O saldo só não foi pior pois a Indústria registrou um salto de 47 novos empregos com carteira assinada no mês de julho. A Construção também ficou no azul, com o registro de 6 novas vagas de trabalho.
No acumulado do ano, de janeiro a julho de 2026, o saldo registrado segue positivo, com 460 vagas formais, com destaque para a Indústria, que lidera a geração de empregos em Salto.

A população de até24 anos teve o maior saldo positivo, com quase 600 novos postos, porém, para pessoas entre 25 e 39 anos, foram mais de 150 demissões. No recorte por escolaridade, pessoas com ensino médio, seja ele completo ou incompleto, foram preferência nas contratações. Já os profissionais com ensino superior, viram o fechamento de mais de 100 vagas.
Salários
O salário médio real de admissão em julho chegou a R$ 2.419,23, com crescimento de 0,6% em relação a junho (R$ 2.404,10), uma variação positiva de R$ 15,13. Já em comparação com o mesmo julho de 2025, o aumento foi de R$ 48,38 (2,04%). Para os trabalhadores considerados típicos, o salário real de admissão foi de R$ 2.456,27, 1,5% mais elevado que o valor médio, enquanto para os trabalhadores não típicos chegou a R$ 2.142,12, uma variação 11,5% menor que o valor médio.