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Museu FAMA abre exposição com raro acervo de desenhos de Tarsila do Amaral

O Museu FAMA, em Itu, abre, neste sábado (26), a exposição “Tarsila: Onde Nascem as Imagens”, que apresenta cerca de 45 estudos realizados por Tarsila do Amaral entre as décadas de 1910 e 1940.

As obras fazem parte de uma rara coleção de 204 trabalhos de Tarsila pertencente ao fundador do Museu FAMA e curador da exposição, Marcos Amaro. O recorte reúne diferentes momentos da trajetória da artista e evidencia a diversidade de sua produção gráfica, com paisagens, figuras humanas, estudos arquitetônicos, cenas do cotidiano, composições imaginárias e trabalhos relacionados ao universo teatral.

O ingresso para visitação custa R$ 40 e dá direito à visitação ao Museu FAMA e também ao Museu Asas de um Sonho e deve ser adquirido no local.

Segundo Marcos Amaro, a seleção teve como premissa apresentar a variedade temática e a riqueza das investigações visuais desenvolvidas pela artista. “Os desenhos não aparecem apenas como estudos preparatórios para pinturas futuras, mas como trabalhos dotados de autonomia, capazes de expressar processos de observação, reflexão e invenção. Cada um deles possui significado próprio e contribui para a compreensão da extraordinária complexidade do universo criativo de Tarsila”, afirma.

O conjunto apresentado no Museu FAMA também possui uma trajetória singular. Os desenhos foram exibidos no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1969. Depois daquela exposição, permaneceram durante décadas praticamente inacessíveis ao público. A exposição também permite observar a amplitude dos interesses de Tarsila. Além de temas que posteriormente se tornariam reconhecidos em sua pintura, os desenhos revelam estudos e experiências em diferentes linguagens, incluindo personagens concebidos para uma peça de teatro idealizada por Tarsila e Oswald de Andrade, mas que nunca chegou a ser realizada.

Para Marcos Amaro, a exposição reforça a importância do desenho para a compreensão do processo criativo da artista. “É nele que se encontram as origens de sua capacidade inventiva. É por meio deles que a artista observa, registra, analisa, imagina e transforma. A exposição evidencia que, antes das grandes pinturas que marcaram a história da arte brasileira, existiu o desenho — lugar de pesquisa, imaginação, descoberta e liberdade, onde efetivamente nasciam as imagens”, destaca.

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