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“A população precisa pagar, não dá para ter nada de graça”, disparou secretário de Governo

Durante Audiência Pública realizada na sexta-feira (20), o secretário de Governo Gilmar Mazetto, falou sobre as dívidas da população para com o Município, um valor que, apenas sobre o IPTU de 2025, passa dos R$ 20 milhões. Tais valores seriam fundamentais para que a Prefeitura conseguisse organizar sua situação financeira.

“Estamos cobrando a população, não tem outro jeito. Vinte e dois milhões (de reais) sem pagar IPTU é impossível. Com esse valor pagávamos a dívida passada (com a CSO). Tenho que lembrar que se tivéssemos a CIP (Contribuição para o Custeio de Iluminação Pública), pagaríamos (o parcelamento da dívida com a CSO)”, apontou o secretário.

Para Gilmar, a população se acostumou com os diversos benefícios que eram oferecidos em décadas passadas, mas a situação, atualmente é outra e, sem contribuição da sociedade, a cidade não irá se desenvolver. “Precisamos falar para a população que eles precisam pagar. Não dá para ter nada de graça. Temos de pagar as contas. Em Salto o cidadão não paga a conta, mas sabe comparar. Se não entrarmos com esse pensamento a cidade de Salto não vai ter o que tem os vizinhos”, afirmou.

Além do IPTU, outras dívidas aumentam o montante do déficit nos cofres públicos. Clubes sociais da cidade que teriam benefícios fiscais não estão cumprindo com as obrigações, além de estarem devendo contas de água e esgoto. Até mesmo um condomínio residencial estaria em débito com a municipalidade. “Chegou um requerimento para mim que os predinhos do Jardim Marília devem um milhão de Água”, disse Gilmar.

E a solução, segundo o secretário, é uma só: “Pagando. Não tem outro jeito. Se demos kit natalino é porque tivemos emenda, se vamos dar uniforme escolar é porque estamos conseguindo emenda, se teve Natal foi com emenda, se teve carnaval é porque conseguimos com os deputados…agora ficar pensando que todo deputado vai ficar mandado dinheiro, me desculpe”, completou.

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