O ex-prefeito de Salto, Laerte Sonsin Jr. (PL) será investigado pela Justiça de São Paulo por uma série de irregularidades financeiras e administrativas durante o tempo quem governou o município, entre 2021 e 2024.
A ação movida pelo Ministério Público de São Paulo cobra R$ 5 milhões e aponta falha na elaboração da Lei Orçamentária Anual de 2025, com a previsão de receitas insuficientes para cobrir as despesas planejadas; inadimplências das obrigações financeiras envolvendo a Parceria Público-Privada da Prefeitura com a CSO; e a omissão na criação de cobrança por serviços de coleta e tratamento de resíduos sólidos.
A decisão foi assinada pela juíza Beatriz Sylvia Straube de Almeida Prado Costa, da 2ª Vara de Salto, mas a discussão sobre culpa ou inocência só ocorrerá após a fase de produção de provas. O ex-prefeito foi intimado a apresentar contestação e, caso isso não ocorra, o Ministério Público pode entender como presunção de veracidade dos fatos narrados.
Procurado, Laerte Sonsin Jr. disse que tem plena convicção de que os fatos serão devidamente esclarecidos ao longo do processo e de que a verdade prevalecerá. “Durante toda a minha trajetória na vida pública jamais fui acusado de desvio de recursos públicos, enriquecimento ilícito ou favorecimento pessoal. E não é isso que está sendo discutido nesta ação.O que existe é um questionamento de natureza técnica relacionado à elaboração da peça orçamentária de 2025, matéria complexa que envolve aspectos contábeis, financeiros e jurídicos passíveis de interpretação”.
O ex-prefeito lembrou que o próprio Tribunal de Justiça de São Paulo já se manifestou anteriormente, em procedimento relacionado ao mesmo tema, afastando a existência de ato ilícito ou de qualquer conduta dolosa. “Tenho profundo respeito pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário e confio que ambos exercerão seu papel com independência e imparcialidade. Por isso, estou absolutamente sereno e seguro de que, ao final do processo, ficará demonstrada a improcedência das alegações apresentadas”.