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Intimidação, perseguição política e perigo à democracia: vereadores se manifestam após representação

Os vereadores Antônio Moreira (PL), Arildo Guadagnini (Democracia Cristã), Dra. Grazi (PSB) e Chell Oliveira (PT) deverão responder na Comissão de Ética da Câmara de Vereadores por suposta quebra de decoro parlamentar, após terem, segundo a denúncia, invadido a sede do Saae no final de 2025.

Na sessão de terça-feira (3), os parlamentares se manifestaram criticando as denúncias e atacando o Executivo, que, na opinião deles, estaria promovendo perseguição política e tentando intimidar o trabalho de fiscalização. “O que incomoda não é a nossa conduta, e sim a nossa fiscalização. O vereador que não se cala gera incômodo”, afirmou o vereador Antônio.

Arildo seguiu na mesma linha, alegando que a denúncia é prejudicial à democracia. “Estão tentando intimidar ou silenciar quem cumpre seu papel. Isso não é saudável para a democracia nem para a sociedade de Salto. Expõe uma cultura que não aceita ser cobrada”, declarou.

Já a vereadora Dra. Grazi classificou as denúncias como infundadas e ressaltou a perseguição contra os parlamentares que foram cobrar a autarquia pelos problemas na distribuição de água. “Esse tipo de atitude demonstra claramente perseguição política”, afirmou. “Colocaram uma secretária de Finanças que nem tem legitimidade para fazer uma denúncia de fakenews”, completou, pedindo que a Câmara arquive o processo.

Por fim, Chell falou sobre o risco que a denúncia pode representar para a democracia na cidade. “Seria simples abrir esse precedente perigoso, em que, a cada intenção de perseguição, basta o secretário enviar um e-mail para esta Casa para que o parlamentar seja afastado de sua função. Isso é perigoso para a democracia e para esta instituição. Dessa vez são quatro, mas daqui a pouco podem ser cinco e virar um balaio de gato danado”, finalizou.

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