O Ministério Público do Estado de São Paulo instaurou um inquérito civil para apurar a existência de irregularidades no convênio firmado entre a Prefeitura de Salto e o Dadetur (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos), para a construção do Museu da Água, cuja obra não foi concluída por uma série de problemas no terreno destinado ao empreendimento.
De acordo com a promotoria de Justiça de Salto, o inquérito foi aberto para averiguar os estudos técnicos preliminares, sondagens, projetos básico e executivo, memoriais, orçamentos e pareceres técnicos, uma vez que o museu seria construído em uma planície de inundação do Ribeirão Buru e em confrontação com Área de Preservação Permanente, sem as devidas autorizações dos órgãos competentes.
Além disso, o MP quer investigar possíveis falhas no procedimento licitatório, bem como a devolução dos recursos estaduais, a demolição do que havia sido construído e possíveis danos ao erário público, estimados pela Comissão Especial de Inquérito em R$ 1.441.833,67.
O convênio no valor de R$ 5,6 milhões, teve mais de R$ 3 milhões oriundos do Fundo de Melhoria dos Municípios Turísticos, com o restante em contrapartidas municipais. O convênio foi firmado em 2024 e a obra dada por encerrada pela atual gestão, em 2025.