O Ministério Público do Estado de São Paulo instaurou um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades em um contrato emergencial da Prefeitura de Salto com a empresa Plena Alimentação e Facilities, para os serviços de conservação, limpeza, desinfecção e lavanderia nas escolas da rede municipal.
O contrato foi assinado no início deste ano, no valor de R$ 5,6 milhões, após inúmeras críticas pelo serviço prestado pela empresa anterior, de deficiência na limpeza, falta de profissionais e possíveis prejuízos às condições sanitárias das unidades de educação.
De acordo com o promotor de Justiça do Ministério Público, Luiz Fernando Guinsberg Pinto, será alvo de investigação a razão pela contratação em caráter emergencial, tendo em vista que a Prefeitura sabia a data de encerramento do contrato anterior, o motivo da suspensão do pregão eletrônico, notas fiscais dos valores pagos à empresa Plena e a pesquisa de preços de mercado que justifiquem a escolha pela empresa.
O contrato prevê serviços de conservação, limpeza e desinfecção nas instalações prediais, áreas internas e externas, além de jardinagem nas unidades educacionais e serviços de lavagem de lençóis, cobertores e toalhas das creches municipais. Também inclui o fornecimento de mão de obra, materiais de limpeza, higiene e expediente, além de saneantes e demais insumos necessários à execução dos serviços.