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Cidades

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Nanofeudo

-Era uma vez…

-Um imperador… – disse ansiosa a criança.

-Não, calma…

-Um rei… – tentou completar.

-Não, bom, mais ou menos, vou tentar de novo, deixa eu contar a história… – falei em tom calmo, mas entusiasmado com o interesse da criança. – Era uma vez um senhor feudal. Na verdade, era um nano senhor feudal…

-Espere – fui interrompido mais uma vez pela criança curiosa – senhor feudal eu já escutei falar, das aulas de história, mas nano senhor feudal? O que é nano?

-Boa pergunta! Nano remete a algo pequeno ou a milionésima parte de uma unidade.

-Nossa! – expressou a criança com uma aparência confusa.

-Voltando à história. Era uma vez um nano senhor feudal, administrador de um nanofeudo em uma terra bem distante, tão distante que nem sei se existiu de verdade. Dizem que esse nanofeudo ficava dentro da barriga de um outro senhor feudal.

-Como assim? Isso não pode ser verdade!

-Concordo com você, não deve ser mesmo, o que não nos impede de imaginar, não é?! Agora, deixa eu tentar continuar com a história? – a criança se arrumou na almofada em que estivera sentada desde o início da conversa e acenou com a cabeça concordando com a proposta. – Bom, o nano senhor feudal dividia as pessoas do nanofeudo em três categorias: a primeira categoria e mais importante em sua própria divisão social era ele mesmo. A segunda categoria eram seus antepassados, pessoas muito importantes, ao menos para ele. Por fim, a terceira categoria, os bajuladores, estes importantíssimos para a manutenção do seu ego. Ao todo, toda essa categoria não chegava a cento e cinquenta pessoas.

-Mas nesse nanofeudo, se considerarmos que alguns antepassados já morreram, devia ter menos de cem pessoas…

-Pois é, o censo do nanofeudo, comandado pelo próprio nano senhor feudal, não contava os “alheios”, adjetivo imposto por quem?

-Pelo nano senhor feudal!

-Isso mesmo. Os alheios eram a grande maioria da população, eles que faziam o nanofeudo, dentro da barriga de outro senhor feudal, funcionar. Eram das mais diversas profissões, como uma quarta categoria, porém esquecida. Não era o nano senhor feudal, nem um antepassado e nem bajulador, apenas alheios.

-Não é possível, isso nunca seria real – interpelou a criança, incomodada.

-Olha, concordo com você, em partes. Isso era tão real na cabeça do nano senhor feudal, provavelmente só ali, ou melhor, ali e na barriga do outro senhor feudal.

Fiz uma pausa e percebi que a criança estava se movendo, completamente impaciente.

-Chega dessa história? – perguntei receoso da resposta, e ela veio.

-Está chata… – disse sem cerimônias.

-Sério?

-Seria mais legal com um imperador.

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