Personalizar preferências de consentimento

Utilizamos cookies para ajudar você a navegar com eficiência e executar certas funções. Você encontrará informações detalhadas sobre todos os cookies sob cada categoria de consentimento abaixo.

Os cookies que são classificados com a marcação “Necessário” são armazenados em seu navegador, pois são essenciais para possibilitar o uso de funcionalidades básicas do site.... 

Sempre ativo

Os cookies necessários são cruciais para as funções básicas do site e o site não funcionará como pretendido sem eles. Esses cookies não armazenam nenhum dado pessoalmente identificável.

Cookies funcionais ajudam a executar certas funcionalidades, como compartilhar o conteúdo do site em plataformas de mídia social, coletar feedbacks e outros recursos de terceiros.

Cookies analíticos são usados para entender como os visitantes interagem com o site. Esses cookies ajudam a fornecer informações sobre métricas o número de visitantes, taxa de rejeição, fonte de tráfego, etc.

Os cookies de desempenho são usados para entender e analisar os principais índices de desempenho do site, o que ajuda a oferecer uma melhor experiência do usuário para os visitantes.

Os cookies de anúncios são usados para entregar aos visitantes anúncios personalizados com base nas páginas que visitaram antes e analisar a eficácia da campanha publicitária.

Cidades

Interligadas

A Romaria de Salto a Pirapora do Bom Jesus

A ideia da criação da primeira Romaria de Salto a Pirapora do Bom Jesus surgiu dos amigos Ettore Birello e João Leopoldino, que contaram com auxílio de Júlio Patelli e Joaquim Andrietta.
Assim, a primeira Romaria a Pirapora se realizou em 21 de abril de 1953.
Apesar de a Romaria de Salto a Pirapora, que neste ano completa sua 70ª edição, ser um evento eminentemente religioso, tal manifestação passou a ser considerada uma festa popular.
Assim, o evento move a cidade como um todo. Além do cunho religioso, tem os “causos pitorescos” envolvendo nossos romeiros saltenses.
Aqui vamos relatar a estória de dois romeiros tradicionais da cidade: Ênio Padovani e Décio “Manaia” Vicente (in memoriam).
Os dois amigos eram também parceiros inseparáveis na “jornada” que consistia em chegar (vivo) em Pirapora do Bom Jesus.
Certa vez conseguiram tomar emprestado um cavalo do Seu Dito, um carroceiro da cidade.
Chegando em Pirapora o Ênio ficou incumbido de soltar o cavalo no pasto e o Manaia de buscá-lo no outro dia para o retorno da romaria.
À noite foram assistir a Santa Missa.
No dia seguinte, domingo, logo cedinho  Décio “Manaia”   foi ao pasto buscar o tal cavalo.
Feito isso, seguiram os dois no trajeto de volta.
Mas, mal pegaram a estrada, eles notaram que o cavalo, até então lento, estava muito rápido.
Ênio falou para o Manaia:
– “Manaia”, não sei não hein! Esse cavalo está diferente!
Num determinado momento, Ênio tornou a falar do cavalo para o Décio:
O Décio, pressentindo a burrada que tinha feito, pediu para o Batista (também in memoriam) assumir o seu lugar.
Logo que Batista pegou as rédeas, ele já disparou:
– Ênio, esse cavalo não é o seu, a crina desse cavalo está mais comprida!
Ênio retrucou:
– Batista, durante a noite ela deve ter crescido.
– Já percebi que esse cavalo é bem mais rápido do que o outro, afirmou Batista.
Ênio respondeu:
– Batista, na volta sempre é mais rápido, o cavalo também não vê a hora de voltar pra casa. Rrsrs.
Passando por uma poça de água, o cavalo escorregou e o Batista falou:
– Ênio, você  não ferrou esse cavalo com borracha?
O Ênio respondeu:
– Claro que sim. É que você vai na água e depois vai no seco, vai na água de novo daí escorrega mesmo!
Na parada do almoço foram conversar com o cara que havia ferrado o cavalo e aí veio a confirmação.
O ferreiro olhou as ferraduras e afirmou:
–  Ênio, essa ferradura não é a que eu trabalho. Esse modelo é diferente. É com rampão!
Silencio geral e frio na barriga.
Nisso, a notícia já se espalhava na romaria dando conta de que a dupla dinâmica, Ênio e Décio, tinha trocado de cavalo em Pirapora.
Ênio chamou Décio de volta e disse:
– Olha, a cagada já tá feita. Você fica comigo até chegar em Salto. Vamos responder juntos essa.
O Décio, morrendo de medo e de vergonha aceitou, já que não tinha o que fazer.
Chegando em Salto não fizeram a entrada com a romaria e foram direto entregar o cavalo e conversar com o Seu Dito, que, de bate-pronto já confirmou que aquele não era o seu cavalo.
Para sorte deles, Seu Dito acabou aceitando o cavalo trocado.
Até hoje os romeiros lembram desse episódio envolvendo Ênio e Manaia.

COMPARTILHE